• Michel Machado

Vintage PC, i7-2600k em ação!

Muito atualmente vimos os jogos dessa geração pedindo processadores mais fortes, normalmente um Intel Core i7-3770 ou AMD equivalente. Parece que se tornou regra ter um processador nesse porte nos requisitos recomendados para cada um deles. Agora, será mesmo que tanto é necessário?

Jogos como Grand Theft Auto V, The Witcher 3, Rise of the Tomb Raider, The Division e outros pegam bastante carga para a CPU. Não é frequente ver processadores i5 em 100% nas partes que demandam muito deles. Também não foge da regra vermos alguns i7s passarem dos 50% de uso em todos os cores. Nesse caso, veremos se um processador de 2011 aguenta toda essa pancada de hoje em dia.

A CPU utilizada foi um i7-2600k com overclock a 4.4GHZ, muito querido por alguns ainda pela facilidade de subir com o clock e por ser bastante fria. Com detalhes vemos a configuração utilizada para acompanhar esse processador.

O jogo utilizado nesse teste foi Rise of the Tomb Raider. Bastante sofisticado em seus gráficos, trazendo também tecnologias novas como o PureHair e outras qualidades técnicas. A API DX12 também se faz presente nele, possibilitando novos olhares para a performance in-game e de benchmarks. A placa de vídeo utilizada nos testes foi uma GTX 1060 6GB em stock.

Rise of the Tomb Raider foi configurado em 1080p como visto na imagem anterior, tudo no máximo incluindo sua textura, configurada no muito alto nos dois testes, no caso, tanto com a API DX11 quanto a API DX12.

Logo de cara vemos os gráficos dos FPS, tendo o DX11 uma vantagem no benchmark físico do mesmo. A maior queda seria no 1% low, onde saiu de 43FPS para 29 FPS analisando o gráfico.

Nos frametimes, DX11 e DX12 são bem parecidos e com pouca variação entre os dois. A diferença aparece apenas na cena três do benchmark fixo. Isso ocorre devido o carregamento de textura nessa parte, aonde de fato, a instabilidade é presente em qualquer das APIs, sendo bem maior em um momento em DX12.

O uso de GPU se manteve constante em 99% na maior parte do tempo. Em DX11 a queda de uso foi na cena três apresentado pela instabilidade do momento, enquanto que DX12 na transição da cena um para a dois.

Dentre as promessas do DX12, uma delas é tirar o overhead do processador além de utiliza-lo melhor. Nos dois gráficos é possível ver que o uso de todos os cores diminuiu em relação ao DX11, alguns tendo uma diminuição de um pouco mais de 20%. Mas não apenas isso; observa-se também que o uso do processador ficou quase igualado em DX12. Contudo, um detalhe também deve ser dito, em DX11, tanto a média, quanto 1% e 0,1% low o FPS foi maior, sendo assim, necessário o maior uso do processador.

Com isso vemos que o i7-2600k com uma boa margem de overclock consegue se garantir na maior parte do tempo em Rise of the Tomb Raider, tendo talvez gargalos em determinadas partes específicas que puxem mais do processador, atrapalhando pouco a jogabilidade do usuário.

Mesmo o 2600k, processador antigo lançado em 2011, ainda garante uma sobrevida nessa geração. O overclock vem para auxiliar, visto que mesmo assim picos ainda podem acontecer em determinadas situações mais complexas para a CPU. Nesse caso, fiquem ligados com mais testes que podem vir! Assim dissecaremos cada game atual que utilize mais recursos dessa peça de computador.