GTX 1070 AMP Extreme posta a prova


Estrutura da caixa


Quando você trabalha com hardware, você vê vários tipos de placas e projetos. Mas nós aqui, ainda não tínhamos visto nada assim. OK! A ZOTAC AMP Extreme em si, não é uma novidade. Mas nós ainda não tínhamos conhecido uma de perto. Esse projeto já marcou presença anteriormente na série 900 e de maneira bem positiva. Diferentemente da Gigabyte - que desceu um degrau de qualidade na linha G1 Gaming quando saiu a série GTX 10 - a ZOTAC manteve o padrão, mesmo o chip GP 104 tendo menor demanda energética e térmica.



Só pela caixa, você já consegue ter uma noção do que essa placa traz de diferencial: O seu tamanho. Mas não se engane, não é só de tamanho que estamos falando. Ela tem inúmeros recursos de refrigeração e outros componentes que serão analisados. Na parte frontal da caixa, pequeno destaque para os recursos Ice Storm, ExoArmor, Freeze Tech, ECOFAN e Spectra. Na parte traseira, a única coisa que muda é que os destaques de algumas tecnologias são feitas com mais ênfase.


Estrutura da placa

A primeira vista, você já se pergunta se há necessidade de um projeto complexo como esse em um chip como o que embarca a GTX 1070. As dimensões deste projeto são: 32,5cm de comprimento, por 14,8cm de largura e com sua altura consegue ocupar praticamente três slots PCI Express. Isso já torna a placa bastante restritiva. Não é qualquer gabinete que irá comportá-la satisfatoriamente.



Além disso, com o seu peso, fica difícil a placa se manter perpendicular em relação ao gabinete. Reparamos que na primeira instalação, a placa já se mostra inclinada. Cremos que a ZOTAC poderia ter usado mais uma furação na parte frontal do gabiente para dar mais reforço, afinal, a placa já usa 3 slots, não há porque não usar o terceiro slot para fixação. A única razão que encontramos seria a de uso em gabinetes Mini ITX que tem espaço para apenas duas furações, mas quem usa uma placa de 32cm e 3 andares em um Mini ITX?

No design, impera a aparência metálica, ora lembrando alumínio, ora material bélico. Os LEDs RGB, tendência em placas mais top, estão presentes na parte lateral com a LOGO da ZOTAC e junto aos FANs, em linhas.

Suas 3 FANs pretas de 90mm cada, contam com a tecnologia chamada EKOFAN. Segundo a ZOTAC, láminas comum tem uma zona morta muito grande no centro da circulação de ar. Com a EKOFAN, as blades contam com lâminas adicionais internas menores para reduzir exatamente esse Dead Spot de atuação da pressão do ar, conferindo, em tese, uma dissipação de calor 30% mais eficiente.

Além disso, na refrigeração Ice Storm, o heatsink de cobre é ligado a 6 heatpipes de tamanhos diferentes entre si igualmente de cobre, que perpassam por toda a placa, chegando nos VRMs. Para auxiliar a dissipação, aletas de alumínio permitem que a temperatura que o core da placa e seus componentes seja diminuída.

Some a isso, o Freeze Tech. Esse sistema permite que as FANs só sejam ligadas quando a placa efetivamente precisar. Portanto, o projeto foi todo pensado para a placa ser fria e ao mesmo tempo, silenciosa.

O backplate, é pensado para cumprir concomitantemente uma tripla função: auxiliar a dissipação; evitar empenamento da placa e deixar a placa com um design mais arrojado. Quanto a auxiliar na dissipação, ele realmente ajuda. Quanto a evitar o empenamento, só se for em relação a si mesma, quando a placa forma um “C” ou “V” no meio do seu corpo, como já vimos em Gigabytes Windforce da série 900. Ja na parte da estética, fica mais por sua conta. Apenas ressaltamos que o detalhe em amarelo marcante faz com que você não possa ter muitas escolhas de cores de LEDs, afinal, combinar com amarelo do backplate não é tarefa fácil.

Mais para a ponta final da placa, nota-se a presença de 2 conectores de 8-Pinos. Isso é de causar estranheza, primeiramente, mas o projeto da placa prevê um TDP de 250W e os dois conectores dão uma sobra absurda no Power limit. Isso permite uma margem teórica de overclock maior e uma GPU Boost 3.0 entregando um clock final maior assim que você a pluga no PC


Conectividade

  1. HDMI 2.0b

  2. DVI Dual Link

  3. 3 DisplayPort 1.4

Estrutura do Chip

O GP 104, conta com arquitetura Pascal, portanto, sua unidade básica encarregada de todo o multi processamento - o SM - é configurado da seguinte maneira:


São 4 zoneamentos e, cada um, com um Buffer de Instruções, um Agendador de Warps (grupo de 32 threads), duas Dispatch Units, um Register File de 64KB, 32 Cuda Cores, 8 Load/Storage e 8 Unidades de Funções Especiais (SFUs). Esses zoneamentos são cercados por um cache de instruções, um cache de texturas de 48KB, 8 unidades de textura e 96KB de memória compartilhada. Logo, um SM conta com 128 Cuda Cores e 8 Unidades de textura.


O GP 104 foi manufaturado pela TSMC, no processo de 16nm FinFet, conta com 20 SMs, mas esse é o que embarca a GTX 1080. Na GTX 1070, ele sofreu um corte de 5 SMs, ficando “apenas” com 15 SMs. A esse chip cortado, chamamos de SKU, no caso o GP 104-200-A1. Isso significa um chip com 5 SMs a mais que uma GTX 1060 e 5 SMs a menos que uma 1080, ou, resumindo: GTX 1060 tem 2 GPCs; GTX 1070 tem 3GPCs e GTX 1080 tem 4 GPCs. Totalizando, temos:


  • Clock Base = 1632Mhz

  • Clock Boost = 1835Mhz

  • 1920 CUDA cores = 6,266TFLOPs à 7,046TFLOPs, dependendo do clock

  • 120 TMUs = 220GTexels/s de Texel Fill Rate

  • 64 ROPs = 117GPixels/s de Pixel Fill Rate

Em termos de memória de vídeo, temos 8 bancos de 1GB GDDR5, cada, ligados à GPU por uma interface de 32-bit, resultando em uma interface final de 256-bit, com 8GB de VRAM GDDR5, com overclock de fábrica para 1800Mhz, resultando em um clock efetivo de 8200Mhz. A largura de banda de memória fica, portanto, em 262GB/s. Destaque para o fato de que são poucas as GPUs Custom que vem com VRAM overclockada de fábrica.


Softwares e recursos proprietários

  1. Ansel: ao pressionar ALT+F2 em jogos compatíveis com o recurso, você passa a ter controle de um “modo fotografia” dentro do game. Isso lhe dá a liberdade de bater fotos em altíssima definição, 3D, VR, 360º etc.

  2. Simulthaneous Multi Projection: permite melhor performance em realidade virtual, diminuindo os Warp Misses, já que, ainda no graphics pipeline, as múltiplas projeções permitem que o frame que não conseguiu ser gerado totalmente para uso no VR, reposicione o frame anterior de acordo com o tracking do headset;

  3. Single Pass Stereo Filter: com o uso de multi projection, em vez de renderizar um quadro para cada olho, ainda no graphics pipeline, você recebe duas projeções de posições diferentes de acordo com a posição de cada olho, reduzindo a demanda de tempo e consequentemente aumentando a performance em realidade virtual.

  4. Multi Res Shading: Já disponível em Shadow Warrior, esse recurso permite que os cantos externos da tela, onde seu olho não foca, sejam preparados em resoluções inferiores, agregando performance.

  5. GameWorks: biblioteca de gráficos da NVIDIA que contem HairWorks, FlameWorks, WaveWorks entre outros recursos que facilitam a vida do desenvolvedor.

Sistema Utilizado


CPU: Core i7 6700K 4,0Ghz

RAM: 12GB DDR4 3000Mhz Hyper X Predator

MOBO: Asrock Z170 Extreme 4 1151

FONTE: EVGA 1000G2

WC: Corsair H105i

Drivers NVIDIA: 375.63

GPUs utilizadas:

  1. GTX 1080 EVGA ACX 3.0 (Core Clock: 1809Mhz / Mem. Clock: 10000Mhz)

  2. GTX 1070 EVGA ACX 3.0 (Core Clock: 1809Mhz / Mem. Clock: 8000Mhz)

  3. GTX 1070 AMP Extreme (Core Clock: 1974Mhz / Mem. Clock: 8200Mhz)

Performance:


Conclusão:

  1. Vantagens:

  • Excelente temperature

  • Performance acima da media

  • Tem backplate

  • Preço atraente para todos os recursos que oferece

  • Silenciosa

  1. Desvantagens:

  • Placa restritiva por conta do tamanho

  • Excede grande parte das medidas dos gabinetes, tanto em altura quanto comprimento

  • Peso excessivo e talvez desnecessário

  • Empenamento já na primeira instalação

  • Ganhos de performance em relação a placas de mesmo chip não valem o investimento e risco extra

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