• Marcus Sarmanho Hermes Marques

O fim da mineração? China bane tudo… mas e o preço das placas diminui?



Que a China briga contra o mercado adorado por Elon Musk, isso não é novidade. Mas hoje, eles apertaram os cintos e perseguem de toda maneira o bitcoin e as altcoins. Dez agências de governo na China, incluindo o banco central, agências reguladoras de câmbio, bancos e seguradoras, fizeram uma declaração conjunta que chegaram ao consenso de trabalhar juntas para erradicar atividades financeiras ilegais. Essa é a primeira vez que inúmeras agências se juntam num esforço institucionalizado e oficial de combate às criptomoedas e a mineração ao explicitamente banir todas as atividades relacionadas a criptos.

Em maio, o Conselho de Estado Chinês já havia votado para derrubar a mineração de Bitcoin numa tentativa de reduzir riscos financeiros, gerando uma venda enorme de ativos de criptomoedas.

A China, em si, é deveras importante pro mercado de criptomoedas, por representar nada mais nada menos que metade do suprimento cripto. A Comissão de Reforma e Desenvolvimento Nacional (NDRC) estaria lançando um programa nacional de limpeza contra a mineracao de criptomoedas. Segundo a Comissão, tal atividade contribuiu pouco para o crescimento econômico da China, gera riscos, consome uma energia monstra e complica os objetivos da china quanto à neutralidade de emissões de carbono.

O site do Banco Popular da China vai considerar transações relacionadas a cripto como atividade financeira ilegal, não sendo permitida mais sua circulação.

Em resumo, há um combate sistemático, institucional, financeiro e mercadológico contra as cripomoedas na China. O Bitcoin já caiu 6% por conta deste anúncio. Segundo alguns especialistas, o impacto de anuncios como esse da China, são mínimos de uma forma geral. Afetam a curto prazo porque o sentimento momentâneo é de risco, mas ao longo do tempo, até com base em outras ocorrências, a recuperação chega.

Lembremos tambem que muitas grandes mineradoras já saíram da China, ante esse combate recorrente.

Entretanto, trazendo pro mercado nacional, focado na galera que tá atrás de placas de vídeo, essa incerteza pode afastar novos mineradores. Até hoje, mais e mais pessoas vão descobrindo a mineração e tentam usar placas de vídeo como investimento. Porém, esse sentimento de insegurança afasta novos e inexperientes investidores em potencial e acalma um pouco o alvoroço e a corrida por placas num curto prazo.

Acredita-se, portanto, numa ligeira influência nos preços e disponibilidade de placas em breve, já que não apenas Bitcoin e outras criptomoedas caíram, mas demonstram que sofrem com atuação e uma pseudo-regulação de governos.

O que vai determinar o futuro da correlação entre criptos e preços de placas de vídeo é a manutenção desse banimento, a execução dessa barreira ser ou não acatada por outros países e o quão a produção de placas vai endereçar estoques ao longo do ano.

Nesse momento, há mais chances de alívio nos preços do que chances de aumentos. Hoje e amanhã, com os aumentos nas transações de criptos diante da fuga de capitais causadas pelas perdas imediatas, a mineração será recompensada positivamente. Mas depois que o mercado normalizar, se normalizar com moedas a preços baixos, pode não compensar para quem quiser entrar com as novas placas.

Quem já está minerando, pouco importa. Porque as pessoas querem comprar placas novas nas lojas - imagina-se. Para quem quiser usadas a preço de banana que foram direcionadas ao workload de mineração, provavelmente vai ter que esperar bastante ainda.