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RX 6600 - A Placa Salvadora do Público Gamer? Review em 1080p com 22 jogos

A RX 6600 tem tudo para ser a placa salvadora do público gamer, principalmente o brasileiro. Mas primeiro, quero mostrar para vocês a performance dela em 1080p, rodando 22 jogos com configurações em Presets Ultra. Será que ela vence a RTX 3060?

Na verdade, sim. Ela vence. Mas apenas em 4 dos 22 jogos que testamos. São jogos bem fora da curva, com motores gráficos otimizados sob medida pela AMD. Assassins Creed Valhalla e Resident Evil Village foram feitos dessa forma. Acaba que isso tira méritos da placa em si, e repassa essa vitória à equipe que a AMD tem para estabelecer uma proximidade com os estúdios responsáveis por cada game, distribuindo diretrizes aos programadores com intuito de extrair o máximo das suas novas arquiteturas.




Forza Horizon 4, por exemplo, tem o uso de DirectX 12 com muito impacto em CPUs com um Single Thread forte. Casos de códigos feitos dessa forma, são muito vantajosos para RDNA 2. Se fossem jogos feitos em DirectX 11, aí seria a NVIDIA quem se daria bem ao ter um maior controle do gerenciamento de threads via driver.



Battlefield V, por sua vez, é um caso peculiar por se tratar de uma engine que foi feita sob égide do Mantle, uma API criada pela própria AMD. Qualquer hardware AMD, muito possivelmente vai sempre rodar melhor em Frostbite. Mas a diferença entre elas aqui, é menor.



Em dois jogos específicos, verificamos um empate da RX 6600 com a RTX 3060. Gears of War 5, que roda na Unreal Engine 4, com diversas otimizações pro XBOX SERIES X e S, claramente traria benefício em cascata para as placas de mesma arquitetura no PC. E não é diferente aqui hoje.



WATCH DOGS Legion é quem me surpreende. Jogo feito numa engine que costuma favorecer a NVIDIA, a Anvil Next, mas que, por conta do RayTracing, foi obrigada a migrar pro DirectX 12, e, pela mesma lógica descrita para Forza e Resident VIII, a NVIDIA não consegue se destacar aqui.



Em oito jogos, a RX 6600 não vence a RTX 3060. Mas vence a RTX 2060 – que é a sua real rival, pelo que me parece. Em todos eles, o uso de APIs de baixo nível dificulta a vida da representante da arquitetura Turing aqui nos testes. A RX 6600 consegue, de fato – e agora por mérito próprio - ser melhor que a RTX 2060. A 2060, inclusive, vencerá a RX 6600 apenas em casos fora da curva. Doom Eternal, por exemplo, sequer permitiu que rodássemos testes em preset Ultra Nightmare, mesmo em Full HD, sob o aviso de que faltaria memória a RTX 2060. Ou seja, o que a RX 6600 roda com 179 FPS de média, a RTX 2060 sequer permite rodar.



Na maioria dos casos, a margem de ganho da RX 6600 sobre a RTX 2060 é interessante, tendo como única exceção dentro desses 8 jogos, Red Dead Redemption 2 em que elas se distanciam por míseros 3 FPS.



Mas repare que são sempre jogos que tem ou APIs de baixo nível, ou um relacionamento com a AMD. FarCry 6, Hitman III e Dirt 5, por exemplo. Todos patrocinados pela AMD. Nessas aí, acho que deveria até ganhar da 3060, mas enfim... Em Call Of Duty, Doom Eternal e Shadow Of The Tomb Raider, você é obrigado a usar API de baixo nível, então já ferra um pouco pro lado da RTX 2060. O único jogo desses que a 2060 teria chances, seria em Rainbow Six Siege, mas como a Ubisoft implementou muito bem o Vulkan nesse título, as RTX Turing rendem mais nessa API, mas, mesmo assim, ficaram um pouco para trás em relação às RDNA 2.






Em outros 4 jogos, a RX 6600 empata com a RTX 2060. São jogos estupidamente exigentes, cheios de física, mundos desafiadores e rodam com tecnologias além das que estamos acostumados a ver na maioria dos games atuais. Talvez por isso, a diferença entre elas não prevaleceu. Estamos falando de Control, com seu cenário que muda a cada movimento do jogador, com sua ação que pode ocorrer em 3 dimensões.



De Cyberpunk 2077 que nem o estúdio que o concebeu conseguiu alcançar sua própria ambição, tamanha que é. De Metro Exodus que, desde os primeiros passos da série oferece técnicas novas e mundos imersivos tendo embarcado em soluções de ponta para entregar um delírio gráfico do qual poucos conseguem se orgulhar. E ainda tem The Division 2 que oferece o motor gráfico mais hábil da atualidade, com versatilidade, otimização, beleza e serenidade, sem exageros e com competência.





Em contrapartida, o cenário ao qual essa RX 6600 não consegue se encaixar dignamente é o de jogos competitivos – principalmente aqueles mais velha guarda. CSGO, com seu motor rodando em DirectX 9 faz a placa ficar atrás de todo mundo em nossos testes. O jogo é tão bisonho em termos de implementação que as quedas chegam a um quarto dos FPS da performance média. Você simplesmente não pode ver fumaça que o negócio complica. Mas o jogo é antigão, né...



Grand Theft Auto V, que completou 8 anos mês passado e chega a terceira geração de consoles, é outro exemplo de game que não faz jus a arquiteturas mais novas. E isso fica evidente nos nossos testes. O jogo tem uma barreira de FPS, inclusive.



PUBG é outro game que foi construído gradualmente e nunca teve como característica principal um desenvolvimento competente e alinhado com as tendências atuais de microarquiteturas gráficas.



Por último, Fortnite, que, apesar de ser recente, se assemelha a PUBG ao usar uma engine que favorece demasiadamente a NVIDIA: A Unreal Engine. Isso não é necessariamente um problema, mas justifica a razão para a referida performance.



E agora ante os dados da performance dessa placa, podemos ver que, por mais que não seja a campeã no full HD, ela pode ser uma esperança. A AMD simplesmente não menciona em momento nenhum o preço oficial dela. Fuçando a história recente, isso pode significar um medo da AMD em se comprometer com um preço que sabe não ser possível cumprir. Ou resgatando mais no passado, pode ser uma estratégia já usada pela empresa para esperar um movimento de reação da NVIDIA.

Em um vídeo recente sobre a RTX 3050, citamos da possibilidade de a NVIDIA sequer lançar uma placa de entrada da série RTX 30. Ela pode muito bem voltar a produzir a RTX 2060, bem como lançar uma variante com 12GB para criar um apelo no mercado que mais sente falta de ser atendido, principalmente no brasil: o de entrada. (Segue o link)

E a AMD, sabendo disso, parece não querer revelar nesse momento o preço das placas. Vamos ver o que vai ser disso. Omitir o preço, neste momento inicial serve para se proteger das exigências do consumidor e dos reviewers, bem como da espionagem industrial típica desse mercado.

Mas como eu sou o cara que tá do lado do consumidor e não das fabricantes, o que eu tenho como arma para munir vocês nesse momento, é informação. Vocês sabem agora que essa placa rende melhor que uma RTX 2060 na grande maioria dos casos, por vezes até extrapolando a barreira da RTX 3060.

Sabe que roda bem um punhado de jogos, inclusive os mais pesados e que, quando perde, perde em engines mais defasadas que tendem ao desuso. Agora, resta a você a sabedoria e parcimônia de, na hora de averiguar os preços, comparar onde a performance dela se situa e onde o preço dela a coloca.

Se vier por R$ 2999, a RX 6600 vai ser uma esperança para aquela galera que ficaria satisfeita com uma GTX 1660 Super, mas que não pode pagar os R$ 3500 que pedem por aí rendendo muito mais.

Se vier pelo preço da RTX 2060, entre 3300 e 4000, ainda oferece mais pelo mesmo preço, com mais VRAM e arquitetura mais nova, com uma roupagem de “novidade” – coisa que a RTX 2060 não tem e que pesa na hora de uma futura revenda.

Se vier ali acima dos R$ 4 mil, irmão, aí ainda é melhor ir numa RTX 3060 ou numa RX 6600 XT. Pessoalmente, ainda recomendo mais uma RX 6600 XT mesmo. Não falta nada para essa placa em Full HD. Para a RX 6600 não XT, raros são os jogos que ela faz você não ficar nos 60FPS em FullHD. Nesses, bastará um totó para Preset Alto que você estará safe.


Falando especificamente da placa que recebemos aqui... A caixa é bem simples. Esperado para esse segmento de placas. Abrindo e tendo acesso à placa, ela parece até mais simples que a caixa... kkkkk É bem compacta. Mede 12,5 centímetros de largura por 20 centímetros de comprimento, 3,5 centrímetros de altura, tomando apenas dois slots do gabinete, sem nenhum tipo de ombro.


Sua carenagem é de plástico, em preto fosco, com um logo RADEON cinza prateado entre as fans na parte debaixo. Na lateral direita, a marca da PowerColor em cinza, com um corte em trapézio que permite ver um pouco do dissipador e dos três heatpipes de cobre.


Já dá para reparar, inclusive, que são dois materiais diferentes usados no dissipador: em contato direto com a GPU é um e na parte que chega mais perto das fans, é outro, mais brilhoso. No lado que fica o conector PCI Express, vemos claramente os três heatpipes saindo do bloco da GPU para o resto do dissipador de maneira distribuída e compacta.


As fans são de 90 milímetros, pretas, foscas, rodeadas por um detalhe black piano e com um adesivo com a logo da PowerColor.



A plaquinha infelizmente não tem backplate. Esqueça esse adicional de proteção física, ou solução térmica. Jogaram fora a oportunidade de embelezar um pouquinho esse modelo. Tudo pela redução do custo. Mas acho que é esse o propósito dessa linha.


A construção da placa, apesar de importante de ser descrita, não pode ser necessariamente avaliada sem um contraponto a sua performance térmica. Temos aqui os dados dos testes que fizemos em todos os jogos que rodamos.

A placa roda sempre em torno de 2400 MHz de frequência, com uma temperatura de operação em 64ºC, mais ou menos. Para uma placa compacta, simples, projetada para caber em qualquer lugar e sem adereços mais chiques, está ótimo!




De modo geral, em termos de construção, ela muito se assemelha a RTX 3060 da EVGA que temos aqui. Compactas, simples, econômicas e sem backplate, porém frias e entregam performance dentro do esperado, mesmo sendo os modelos mais baratos que vocês irão encontrar na lista das lojas. Firulas zero! Só tem o necessário, mesmo.

O que mostramos aqui hoje, pessoal, é uma placa simples, pura, crua. Feita e moldada para custar pouco e atender o público que, como repetidamente mencionamos aqui no PC Facts, tem sido deixado de lado esse tempo todo. Resta saber se, ao descobrirmos o preço real dessa placa, ela será uma decepção a grande massa ávida por um produto custo benefício, ou se ela será a salvadora da pátria para aquele público que costuma ser o mais fiel e mais aguerrido.

Para saber o preço dessas placas, recomendamos que sigam o MoneyTorando e, claro, quando forem pegar a placa de vocês que comprem na loja parceira do canal, que muito nos ajuda: o KaBum! Assim que elas forem lançadas no nosso e-commerce favorito, disponibilizaremos os links da lista na descrição.

Um grande abraço e até a próxima.